INPI-BR - Artesanato em Capim Dourado pode ter Indicação Geográfica


Pouca infra-estrutura, casas de estuque, chão de barro e população simples.  A realidade de Mumbuca, uma comunidade de descendência quilombola próxima ao município de Mateiros, no estado do Tocantins, não é das melhores. Contudo, em meio às dificuldades, o artesanato em capim dourado, usado para fazer bolsas, fruteiras, porta-jóias e outras peças, se tornou alternativa de sustento para a população local. Por isso, o governo de Tocantins decidiu estimular a organização da Indicação Geográfica para esse artesanato.

Do dia 23 a 25 de abril, o tecnologista da área de Indicações Geográficas do INPI-BR Raul Bittencourt esteve em Palmas, capital do estado, a convite da Fundação Cultural do Estado do Tocantins, para esclarecer aos representantes dessa Fundação que requisitos são necessários para se obter uma Indicação Geográfica. Bittencourt também visitou o Jalapão, onde ficam o município de Mateiros e a comunidade de Mumbuca, para conhecer as regiões e explicar aos artesãos locais o que é Indicação Geográfica.

Os artesãos de Jalapão terão que organizar os inúmeros municípios da região em uma sociedade única que represente o artesanato produzido com capim dourado e, então, apresentar ao INPI-BR o pedido da indicação geográfica para análise.

Por ser uma região extremamente carente, a Fundação Cultural do Tocantins, que organizou o encontro, se comprometeu a dar toda orientação e apoio técnico necessário às associações de artesãos para identificar o artesanato em capim dourado como originário do Jalapão/Tocantins.

Para Bittencourt, a indicação geográfica desse produto representará mais do que uma proteção.

- É uma oportunidade de ajudar a população carente a proteger uma atividade que lhe permita alcançar um desenvolvimento sócio-econômico, em bases sustentáveis, fruto da materialização de suas tradições e de seus produtos artesanais – afirma.

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